sábado, 23 de junho de 2012

Não gosto do novo. O novo me aborrece, até que eu o veja novamente. O novo me atrai. Atração magnética, universal. Me jogo no novo. Sou lançado no novo. Respiro futuro, vivo no mundo que nunca chega, mas já chegou. Projeção cristã. Vivo de modo suspenso. Sou feito de ar, não existo. Sou inspirado, expirado. Vago pela noite, aqui estou para já não estar mais. Reclamo meu cérebro, minhas ideias. Tudo se arrasta, até que flutue.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

É estranho sempre andar desconcertado com o mundo,
Sempre um passo a frente,
E talvez por isso sempre sozinho,
Sempre dissociado de qualquer grupo que seja.
Alguém que transita em todos os universos,
mas que não habita nenhum,
Além do interior,
E que ninguém ou quase ninguém, tem acesso.
Alguém que vive em uma fortaleza, mas que almeja estar do lado de fora.
Alguém que quando está do lado de fora talvez prefira continuar encerrado.
Alguém que encerra em si mesmo características completamente paradoxais
Que fogem da calmaria e sopram fogo pelas ventas
do centro desse tal universo.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Isso vai passar?

O tempo se cruza em linhas espiraladas.
Vejo uma cadeia de DNA se entrecortando dentro de mim,
Taõ intimamente e eterna como o símbolo do infinito mutante que é a essência humana.
Mutante porém cíclica, mesmos padrões de mudanças.
Alto, baixo. Estranhamos as linhas retas.
Estranhamos qualquer tipo de estabilidade, até porque ela não existe.
Quem é perfeitamente estável?
Somos uma máquina de hormônios explosivos em giro.
Expandir é sempre duro.
O universo expande e morre. Explode dentro de si.
Nascemos de uma fôrma, morreremos da mesma forma?
Ou há possibilidade de expansão?
Nascemos moldados pra vida e seremos eternamente moldados, uma vez que se se extrapola o molde, nos perdemos.
Somos uma construção imutável, se concretizando a partir de um projeto sem ajustes.
Milimetricamente plasmado.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O nada

É engraçado como a vida tem fases escuras, fases claras e fases café-com-leite.
Como uma coisa pode tornar-se outra quando todos consideravam impossível. Nada é impossível, e é aí q o nada se torna uma grande coisa, mesmo sendo nada, anteriormente nada, nada é tudo, porquê tudo tornou-se nada! É engraçado como tudo que é planejado dá errado, e todo o inusitado se torna extremamente bom. O segredo é não esperar, não esperar por nada deixar que as coisas venham. Mas a partir de agora q o segredo foi revelado, o segredo será outro e assim sucessivamente. Ad aeternum. SIM, a realidade é insconstante e irreal. nADA EXISTE, E O NADA É TUDO OUTRA VEZ. E até quando isso vai? Até nunca e até sempre, pois não há tempo e o tempo corre EM DIREÇÃO AO NADA, QUE É TUDO, e que não preenche nenhum vazio, pois é nada. E aí mora o perigo!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

As vezes meu humor fica ácido,
Tenho vontade de usá-lo pra digerir pessoas.
Curar essa azia que há tempos já carrego,
E que não há sal de frutas que resolva.
Aqui, lá.
De manhã e na madrugada,
Me acompanham pensamentos burros
Irritações e sorrisos venenosos.
Vomito essa úlcera,
E tento pensar num balde com gelo.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Emocao estupida,
calma violenta.
Respiracao e controle.
vontade de desentranhar
Uma garra que puxa com violencia e dilacera
Paixao pelo odio
Repeticao
repeticao monotona
Iminencia.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Uma surpresa

Uma dúvida

Um riso bobo

E uma dúvida de novo.

Dúvida que agora não é mais riso

Uma palavra que evade

E um trôpego perigo.