sábado, 7 de março de 2015
Hoje me encontro no meu antigo eu.
Veio de visita e dormimos juntos essa noite.
Um sexo sem compromisso, espero.
Muito tempo construindo uma máscara; hoje ela está na cabeceira da cama.
Qualquer que me visite, pode me ver, a porta é aberta e chove aqui dentro.
Raiz não tenho nenhuma, talvez só nessas palavras, nas linhas que compõem o meu nome.
No mundo todo mundo é superficial, mas o que todo mundo quer mesmo é viver na superfície.
Como respirar nas profundezas?
Espero que esse sexo seja sem compromisso.
terça-feira, 29 de julho de 2014
A verdade é que toda poesia é uma porcaria. Uma grande merda. Cansei da simetria, do vocabulário, da influência de Marte condensada e sem significado.
Cansei das repetições, das pessoas, dos poetas.
Que é um poeta senão um bunda mole?
Pau mole preso nas mesmas frases, nas mesmas ações, achando que seu mundo é especial e privilegiado quando na verdade está imerso em um monte de coco, assobiando a mesma música que o resto da população, nem mais nem menos.
Apara-se as arestas, mas um sanduíche será sempre um sanduíche de coco. Em nível mais simplório ou mais avançado. Claramente mudam-se as formas, todas produzidas no mesmo intestino, com o mesmo material, eliminadas pelo mesmo reto. Cu.
sábado, 12 de outubro de 2013
É difícil ser a oposição da luz,
você já está fadado à morte e faz parte dela,
a burrice que luce te irrita porque basta uma fresta pra engolir a escuridão.
Trato eu de ser buraco negro,
como todo esse brilho ao meu redor e espero um momento de big bang.
Sempre fazendo os mesmos movimentos,
o quê isso quer dizer?
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Como alguém gerado na noite pode se deixar nascer na luz da manhã?
Estás no interníssimo entranhado útero
E és cuspido, escarrado
é arremessado em uma explosão de vida e morte
em direção a luz.
Seus olhos ainda não estão preparados.
Dia após dia é preciso flotar
E aprender a abrir os olhos
Vê-se pouco, se vê de perto.
Vê-se então, a luz.
Mas não te alcança a luz em todo seu esplendor.
É preciso abrir os olhos,
encarar o Sol,
ínfima estrela de uma, de milhões de galáxias.
Poderás com o Sol?
Ou morrerás na noite quando ninguém te vê.
Já me senti Sol, por alguns instantes.
Mas vem o universo a tragar-me a luz.
dentro deste útero interníssimo,
sou a única luz que brilha.
Preciso renascer todos os dias junto ao Sol,
E me deitar junto a ele.
Somente assim nos faremos iguais.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Desço das minhas ideias,
me encontro na dor intraduzível
estomacal
aquele estado febril anímico
que acaba por infestar o corpo inteiro
a impotência e invalidez de hoje vai se repetir amanhã
onde seremos bonecos de cera, estúpidos
e macularemos o que gostaríamos de ter sido um dia,
mas acabamos por convencer a poucos.
A noite aqui é sempre a mesma, dor contínua e segura.
As noites que não me pertencem são só insegurança.
Estou retido, entregue.
O destino é pontual. Destino raso, futuro próximo.
Destino verdadeiro, este é todo meu.
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