quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Desço das minhas ideias,
me encontro na dor intraduzível
estomacal
aquele estado febril anímico
que acaba por infestar o corpo inteiro
a impotência e invalidez de hoje vai se repetir amanhã
onde seremos bonecos de cera, estúpidos
e macularemos o que gostaríamos de ter sido um dia,
mas acabamos por convencer a poucos.
A noite aqui é sempre a mesma, dor contínua e segura.
As noites que não me pertencem são só insegurança.
Estou retido, entregue.
O destino é pontual. Destino raso, futuro próximo.
Destino verdadeiro, este é todo meu.
sábado, 23 de junho de 2012
Não gosto do novo. O novo me aborrece, até que eu o veja novamente. O novo me atrai. Atração magnética, universal.
Me jogo no novo. Sou lançado no novo.
Respiro futuro, vivo no mundo que nunca chega, mas já chegou. Projeção cristã.
Vivo de modo suspenso.
Sou feito de ar, não existo.
Sou inspirado, expirado. Vago pela noite, aqui estou para já não estar mais.
Reclamo meu cérebro, minhas ideias.
Tudo se arrasta, até que flutue.
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