quinta-feira, 25 de julho de 2013

Como alguém gerado na noite pode se deixar nascer na luz da manhã? Estás no interníssimo entranhado útero E és cuspido, escarrado é arremessado em uma explosão de vida e morte em direção a luz. Seus olhos ainda não estão preparados. Dia após dia é preciso flotar E aprender a abrir os olhos Vê-se pouco, se vê de perto. Vê-se então, a luz. Mas não te alcança a luz em todo seu esplendor. É preciso abrir os olhos, encarar o Sol, ínfima estrela de uma, de milhões de galáxias. Poderás com o Sol? Ou morrerás na noite quando ninguém te vê. Já me senti Sol, por alguns instantes. Mas vem o universo a tragar-me a luz. dentro deste útero interníssimo, sou a única luz que brilha. Preciso renascer todos os dias junto ao Sol, E me deitar junto a ele. Somente assim nos faremos iguais.