quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pessoas

Por que as pessoas tem que ser tao pessoas?
Eu pessoa, tu pessoas, ele Pessoa.
Pessoa mais fisica do que deveria ser.
Pessoa defeito, pessoa imperfeicao, pessoa mutante e inconstante.
Intoleralvelmente pessoa!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Cleψdra


Curioso. Eh curiosa a forma da evolucao da comunicacao escrita. Primeiro vieram as letras, depois as frases, as crases, e por fim as fases. Os escritores muitas vezes passam por fases parecidas. Comecam no papel, passam pela areias, mortes e clepsidras. Clepsidras estao em alta no momento, tudo comecou com Dali, com aqueles relogios se liquefazendo. Dali por diante todo mundo fascinou pela tal da clepsidra. Talvez seja por seu nome extravagante, e provavelmente todo o charme da reminiscencia etimologica grega contida no fonema "psi"(ψ). Ou porque a palavra soa perigosa aos ouvidos menos abastados culturalmente: Clepsidra, homicida, suicida. Sem duvida, eh um vocabulo mais do que expressivo. E quanta poesia ha no tempo, transformando-se em agua na ardua labuta de atravessar a unica passagem disponivel, feita por um devaneio premeditado. Morte, areia, clepsidra. No inicio, eram dois vasos de barro sobrepostos, sendo que o superior contendo agua e um furo no meio. Depois toda a magnificencia que lhe deu a poesia. Que venham as ampulhetas!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ocio.
Do latim otium, ou sei la mais o que.
Praga doce proveniente da mais pura falta do que fazer.
Iminencia.
A sede de viver contida.
Ocio.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Bulimia literária.

Que saudade de vomitar velhas palavras presas à minha garganta. Que litros de bile jorrem boca a fora rumo à liberdade.
Que venha a revolução, revolução raquítica-anêmica-anoréxica, porém revolução!
Saltemos do precipício em direção a queda sem fim.

Intolerávelmente eu.

Vejo um espelho diante de mim. Gostaria muito poder tocá-lo, atravessá-lo, tomar a mim mesmo pelas mãos e correr para onde não haja sofrimento.
Gosto de sentir a areia branca, que nem sempre corre pelos dedos, mas serve de assento firme. E que diante de certos fatos se torna maleável mais uma vez e destrói todas as bases. Descobri uma pessoa exigente habitando meu interior, que até pouco tempo não sabia exitir. Sinto medo que o espelho seja estilhaçado antes mesmo que eu possa atravessar a linha tênue entre duas existências: Real e ideal. Cada vez que deram certas regalias, foram-me tiradas com tal violência, que apenas o vazio é capaz de estampar. O vazio é com certeza a figura mais cruel existente. Nada é pior do que o nada. E esta é uma visão otimista.