quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Cleψdra


Curioso. Eh curiosa a forma da evolucao da comunicacao escrita. Primeiro vieram as letras, depois as frases, as crases, e por fim as fases. Os escritores muitas vezes passam por fases parecidas. Comecam no papel, passam pela areias, mortes e clepsidras. Clepsidras estao em alta no momento, tudo comecou com Dali, com aqueles relogios se liquefazendo. Dali por diante todo mundo fascinou pela tal da clepsidra. Talvez seja por seu nome extravagante, e provavelmente todo o charme da reminiscencia etimologica grega contida no fonema "psi"(ψ). Ou porque a palavra soa perigosa aos ouvidos menos abastados culturalmente: Clepsidra, homicida, suicida. Sem duvida, eh um vocabulo mais do que expressivo. E quanta poesia ha no tempo, transformando-se em agua na ardua labuta de atravessar a unica passagem disponivel, feita por um devaneio premeditado. Morte, areia, clepsidra. No inicio, eram dois vasos de barro sobrepostos, sendo que o superior contendo agua e um furo no meio. Depois toda a magnificencia que lhe deu a poesia. Que venham as ampulhetas!

Um comentário:

Anônimo disse...

putaqueopariu